A prostituição nunca havia tido tanta atenção da mídia como agora, se antes ela era tratada aos sussurros, hoje é amplamente discutida em jornais, revistas e até mesmo na televisão. Acompanhantes ficha rosa, book rosa, acompanhantes de luxo, vários são os nomes, mas a prática é antiga, trata-se apenas de prostituição. Se por um lado, tamanha atenção revela ao cidadão comum os bastidores do mundo do sexo pago por outro acaba chamando a atenção de meninas recém saídas da infância para um universo onde o dinheiro pode ser ganho de forma rápida e em quantidades massivas.

Não há como negar que uma garota de 18 anos, apesar de ter corpo e formas de mulher ainda é uma criança… Para muitos pais, essa idade costuma ser um pesadelo que costuma ser controlado através da dependência financeira. Mas o que acontece quando a garota de dezoito anos passa a ter condições financeiras de prover o seu sustento? Até que ponto os alertas da mídia servem mesmo como alertas e não como um atrativo para jovens mulheres?

Será que garotas de 18 anos realmente tem discernimento para encarar o “alerta” como um alerta ou expôr o assunto a meninas despreparadas pode apenas oferecer uma “solução milagrosa” a todos os problemas adolescentes? Para a justiça, meninas de dezoito anos são adultas, para os pais, são crianças… Na verdade não são nem um nem outro, algumas tem mais cultura que a maioria dos cidadãos brasileiros, e por cursarem faculdade, terem carro e todas as mordomias de quem cresceu na época do pleno desenvolvimento econômico do país, acham quem estão preparadas para enfrentar os perigos da vida sem tutela.

Para a garota de dezoito anos que acabou de discutir com os pais que não a deixaram sair ou não lhe deram dinheiro para sair, ligar a televisão e ver uma menina como ela ganhando rios de dinheiro para fazer sexo, coisa que ela já faz desde os dezesseis anos com o namoradinho  da escola pode ser o maior dos perigos. Essa é a geração que acha que tu é normal, ser bi é normal, fazer sexo antes dos dezoito anos é normal e para essa geração o perigo mora dentro do quarto, sem nenhum controle elas tem acesso a informações distorcidas e acabam buscando a prostituição como primeira escolha na vida adulta. Para essas meninas, fica o alerta…. Nem todas ganham rios de dinheiro, nem todas saem da prostituição ilesas  e algumas chegam nunca a sair dela. Estamos hipocritamente condenando a prostituição? Não, estamos apenas oferecendo uma nova perspectiva para quem está entrando nela agora, sem as falsas ilusões apresentadas nos diversos meios de comunicação.

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